DEBIAN 6 E O SERVIDOR VNC (1ª Parte)

VINO-SERVER, NÃO OBRIGADO!Debian 6

De há umas semanas para cá tenho andado a brincar com servidores Linux. Comecei com CentOS 6.3 e 5.9. Depois, querendo aumentar o ritmo de aprendizagem, passei para o habitual Debian. Também uso openSUSE, “on e off”, desde a versão 7.3, que comprámos para a loja entretanto fechada. Trazia montes de manuais que li quase na íntegra. Sem, necessariamente, ficar mais esperto. Mas aí a culpa não foi dos manuais. O “servidor” de que falo neste artigo é um modesto HP dc 7100 – Pentium 4 @2.8 GHz (Skt 775) com 1,5 GB RAM e dois discos rígidos.

O Ubuntu e os primos, o LinuxMint e outros são derivados do Debian. O Debian foi oficialmente fundado, por Ian Murdock, em 1993. Os comandos aqui descritos deverão funcionar em qualquer linux ou mac. O mac também usa a “bash” (Bourne Again Shell) e já testei estes comandos.

SERVIDOR INSTALADO

E actualizado, tratei de garantir que o WOL (wake-on-lan) funciona. A poupança dos recursos do planeta e dos €s assim obrigam. Seguindo o excelente tutorial da Debian sobre wol, instalei o “ethtool” e segui tudo à risca. Funcional e testado, passo à tarefa seguinte.

O passo seguinte, para finalmente ter o servidor headless e arrumado a um canto, foi garantir o acesso remoto ao bicho. Assim posso libertar o switch kvm (keyboard-video-mouse) para trabalhar nos pcs dos clientes…se os houvesse. Configuro o servidor VNC (Virtual Network Computing) da coisa e, através de SSH (Secure SHell), ligo-me ao mesmo com segurança (as comunicações através de SSH são encriptadas, logo seguras).

O Debian 6 vem com o Gnome, que traz o “vino-server” como servidor VNC. A configuração não podia ser mais fácil, clica aqui, carrega ali, preenche além e já está. Maravilha, pensei. E vai de continuar a configurar o servidor.Remote Desktop Preferences

MUDO-ME PARA A SALA

E disparo a shell. Escrevo os comandos, mais em baixo, para abrir um túnel SSH e ligo-me ao servidor VNC. O tráfego VNC atravessa a rede em “clear text“, daí esta medida. Independentemente de estar em minha casa e a rede ser segura, a ideia subjacente é sempre a de executar estas tarefas num ambiente de produção. É melhor conhecer as tecnologias e os produtos, e seus potenciais problemas, antes de chegarmos ao cliente para resolver estes e outros problemas. Vamos abrir o nosso túnel SSH com os comandos em baixo.

ssh -L 5901:localhost:5900 utilizador@servidor          (ssh port forwardingConfiguração Tunel SSH)

Também é possível utilizar esta técnica no windows, através do “PuTTY“, um cliente ssh gratuito. O PuTTY não necessita de instalação, basta correr o programa e funciona no Windows 7. Iniciada a sessão SSH desta forma, ligue o cliente VNC e indique o seguinte endereço:

127.0.0.1:5901

E a magia acontece, tenho o servidor à minha frente, no portátil. Assim posso estar com o filhote de 3 anos, dar assistência à família e tentar fazer algum do meu trabalho. Apesar de desempregado. Mas falta mais um teste, o “acid test”, reiniciar o servidor e ver como se comporta depois de reiniciado e sem intervenção humana.

NOTA: O endereço IP 127.0.0.1 é igual a localhost (no comando ssh, em cima). Chama-se o “loopback adress” e é para “consumo interno” da própria máquina. Não serve para comunicações IP com o exterior. Certas aplicações só aceitam a versão IP do endereço de “loopback“.

DICA: Ao resolver problemas de ligação à rede, num pc, comece com um “pingpara o endereço de loopback. Se este falhar é o próprio “stack” TCP/IP que precisa de ser reconstruído. Esta informação é válida para o windows. Não saberei confirmar em relação ao linux.

VNC over SSH

NA 2ª PARTE

Vou continuar a descrição desta pequena saga e revelar a solução…se a houver. E as alternativas se preferirem outras soluções.

Até sempre;

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